» O que são as DST´s Como evitá-las?
As Doenças sexualmente transmissíveis são transmitidas de pessoa a pessoa através do contato sexual, portanto é possível evitá-la, não manter relação sexual DESPROTEGIDA com pessoas portadoras de tais doenças. Algumas pessoas não sabem que são portadoras dessas moléstias, pois não apresentam manifestações evidentes no corpo e por vezes desconhecem estas manifestações. As principais doenças sexualmente transmissíveis serão descritas de maneira bem reduzida.
» Como diagnosticar e tratar?
Em muitos casos, o médico diagnostica a doença no momento da consulta; são solicitados exames laboratoriais para confirmação diagnóstica. Sempre que possível, os parceiros sexuais devem comparecer à consulta para investigação clínica. Na maioria dos casos, o tratamento é fácil e normalmente as manifestações clínicas desaparecem em curto espaço de tempo.
» Quais as mais conhecidas?
Sífilis
A Sífilis tem como agente causador uma bactéria espiroqueta, Treponema pallidum. Também conhecida com Lues, começa com uma discreta lesão (pequena ferida) nos órgãos genitais (pênis, vulva, vagina, colo uterino) que não causa dor, é geralmente única e aparece 20 a 30 dias após a relação sexual infectante. Esta pequena lesão é chamada de Cancro Duro e desaparece espontaneamente em menos de 1 mês. Depois de aproximadamente 10 dias do aparecimento do Cancro Duro, surgem caroços nas virilhas (as ínguas) que somem, apesar de não tratadas. Fica-se algum tempo (30 dias) sem manifestações para então aparecerem manchas avermelhadas na pele, que parecem uma alergia, porém com uma diferença: geralmente não coçam. Daí, então, a doença evolui com aparecimento eventual de alterações na pele e mucosa, principalmente ao redor dos órgãos genitais. Depois de 1 a 2 anos de evolução, a doença entra na fase de latência (ausência de manifestações no corpo). Depois desse período, a doença pode evoluir para fase tardia, principalmente com lesões no coração e cérebro. A doença só continua quando não ocorre tratamento adequado. As gestantes com Sífilis podem abortar ou gerar crianças com graves problemas ou mesmo mortas, quando não tratadas. Existe um exame de sangue (sorologia) que serve para fazer o diagnóstico e controlar a cura da doença. O importante é que este exame só fica positivo após 5 semanas do contato sexual infectante e sua negativação, em muitos casos, só ocorre vários meses após o tratamento. Em algumas pessoas, este exame pode ficar positivo (em concentração muito baixa) por toda a vida, mesmo depois da cura completa da doença. É sempre necessário orientação do médico, pois só ele sabe interpretar os resultados de sorologia para Sífilis.

Gonorréia
É causada por uma bactéria chamada Neisseria gonorrhoeae. No homem inicia-se após um período que varia de 2 a 10 dias do contato sexual, com uma secreção amarelada e viscosa na uretra (canal do pênis), seguida de ardência e dor ao urinar. Já na mulher pode não haver manifestações (forma assintomática), contudo, quando presentes, os problemas são traduzidos por corrimento vaginal amarelado, bem viscoso e quase sempre com odor desagradável. Não sendo prontamente tratada, pode haver complicações. No homem leva à infecção na próstata e nos testículos. Na mulher, freqüentemente é causa de salpingite (infeção nas trompas), que causa fortes dores na barriga. A salpingite pela Gonorréia complica-se com obstrução das trompas, sendo causa de esterilidade (impossibilidade de ficar grávida). Embora seja raro a Gonorréia pode evoluir para causar lesões em articulações, fígado e até no cérebro. Durante o parto, a mulher com Gonorréia transmite a doença ao bebê, podendo a criança apresentar problemas nos olhos. A Gonorréia é uma das Doenças Sexualmente Transmissíveis mais freqüentes.

Uretrite e Cervicite não gonocócica
Infeção na uretra ou colo do útero, que não é gonorréia pode ser causada por vários germes, sendo a mais freqüente a bactéria Chlamydia trachomatis. A maioria dos homens com Uretrite não gonocócica apresenta uma leve secreção na uretra (canal do pênis), sente pouca dor e discreta ardência ao urinar. Pode ser uma doença grave quando não tratada. A maior parte das mulheres não possui sintomas da doença; porém, elas podem transmitir a moléstia a seu parceiro e apresentar as mesmas complicações causadas pela gonorréia.CANCRO MOLE

Popularmente chamado “Cavalo”, é causado pela bactéria Haemophilus ducreyi, e apresenta nos órgãos genitais várias feridas ulceradas, dolorosas, que são acompanhadas de (íngua na virilha (bubão) e desaparecem quando são tratadas. O bubão geralmente se rompe com orifício único.

Condiloma acucumindado
Conhecida como “Crista de Galo”, é uma doença causada por um vírus, o Papillomavírus humano, também conhecido como HPV. As lesões do Condiloma, também nos órgãos genitais, são verrugas, lembrando couve-flor. Contudo, em algumas manifestações clínicas podem ser bem diferentes. Em outras ocasiões, um dos parceiros pode apresentar lesões típicas (couve-flor), enquanto o outro parceiro pode não ter lesão evidente, mas ser portador do vírus. O tratamento do Condiloma Acuminado é feito com substâncias ou intervenções que só os médicos devem manusear, pois podem causar sérios problemas quando usadas sem os cuidados necessários.

Linfogranuloma venéreo
Também chamado “Mula”, é causado pela bactéria Chlamydia trachomatis. Inicia-se com discreta lesão nos órgãos genitais, que na maioria dos casos nem é percebida. Causa grande íngua na virilha (bubão), que tende a se romper em múltiplos orifícios. Sua evolução é muita lenta e pode causar elefantíase (aumento acentuado dos órgãos genitais externos). Na mulher, na fase bem avançada da doença, pode também causar estreitamento do ânus.

Herpes genital
É causado pelo Herpesvirus simples humano (HSV) e sua manifestação maior é a formação de vesículas (pequenas bolhas) que se rompem causando dor, tipo queimação e ardência nos órgãos genitais. A doença aparece e desaparece espontaneamente, estando ligada a fatores desencadeantes como o stress. Apesar de não se ter, até hoje, uma medicação para o tratamento do Herpes, é errado pensar que a doença não tem cura. É relatado que, afastando os fatores irritantes e traumáticos, a doença pode ficar sob controle, até que o próprio organismo desenvolva um mecanismo interno de defesa.

Infecções vaginais
São causadas por diferentes germes que provocam corrimento branco-amarelado ou acinzentado, coceira, dor durante a relação sexual, ardor e odor ativo. Na maioria das vezes, os parceiros sexuais não apresentam sintomas, mas podem ser portadores de tais germes. Por isso, pode ser indicado exame médico e conseqüente tratamento dessas pessoas. Muitos desses germes, no entanto não são necessariamente uma DST e podem representar apenas uma alteração da microbiota (agentes que habitam normalmente) vaginal. É o caso da candidíase e da vaginose bacteriana.

Candidíase
A candidíase é uma infecção causada por fungo do gênero Cândida. A candidíase é uma micose que tem aumentado muito a sua freqüência nos últimos tempos. Constitui-se atualmente em um dos tipos mais comuns de vulvovagininite e é mais frequente na mulher grávida.

A recidiva ou reinfecção constitui-se um problema crucial da candidíase vulvovaginal. Aceita-se como causas importantes de reinfecção a contaminação a partir do sistema digestivo ou a partir do parceiro sexual.

Na candidíase vulvovaginal recidivante recomenda-se o tratamento da forma vaginal e intestinal e do parceiro

Visando melhorar a eficácia da terapêutica, devem ser observadas: higiene íntima diária com sabão neutro e água, ferver roupas íntimas, proporcionar boa aeração vulvar, evitar uso de roupas de fibras sintéticas ou vestimentas apertadas, e afastar tanto quanto possível, os fatores predisponentes.

O sofrimento e a angústia, causados pela recidiva ou persistência dos sintomas, podem produzir desajuste conjugal e necessitar apoio psicoprofilático.

Vaginose bactariana
Representa uma alteração da microbiota vaginal, onde predominam bactérias que sobrevivem sem muito oxigênio (anaeróbias), geralmente as chamadas Gadnerella vaginalis, e há uma escassez das bactérias de defesa da vagina (os lactobacilos). Isso causa um corrimento branco ou acinzentado com extremo odor, geralmente após relações sem o uso de preservativos. Para se evitar a recidiva freqüente deve-se arejar a genitália. Evitando o uso freqüente de roupas sintéticas e apertadas. O tratamento de faz com uso de medicamentos por via oral ou cremes vaginais, prescritos pelo médico. A gestante não tratada apresenta maior risco de parto prematuro e rotura precoce das membranas, portanto, toda gestante com corrimento deve alertar seu médico para exame e tratamento adequado.

Tricomoníase
A tricomoníase é uma infecção causada pelo protozoário Trichomonas vaginalis no trato gênito-urinário da mulher e do homem. A via de transmissão principal é o contato sexual. Em condições especiais é possível outras formas de transmissão, contudo são estatisticamente desprezíveis.

No homem – Na quase totalidade dos casos é assintomático, mas alguns apresentam quadro clínico típico de uma uretrite não gonocócica acrescido de prurido no meato uretral ou sensação de fisgadas na uretra.

Na mulher – A ausência de sintomas ocorre com freqüência. Entretanto como estas são capazes de transmitir a doença e a maioria apresentará manifestações clínicas, devem ser sempre tratadas.

O tratamento deve ser simultâneo para os parceiros sexuais. Procure serviços de saúde em caso de duvidas.

AIDS
É a Síndrome de Imunodeficência Adquirida, doença causada pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) que infecta principalmente as células necessárias à defesa do organismo, permitindo que outros vírus, fungos, bactérias ou protozoários causem a morte do indivíduo. O HIV transmite-se através da relação sexual, sangue contaminado e por via placentária. Adoecem mais facilmente os homens com hábitos homossexuais porque a mucosa do intestino, inclusive o reto, tem receptores para o vírus; as pessoas transfundidas com sangue e derivados contaminados, já que uma única transfusão é suficiente para infectar o indivíduo; os usuários de drogas por via venosa que fazem uso em grupo (cocaína, heroína, etc., suprimem fortemente a imunidade); os parceiros sexuais dos pacientes contaminados HIV positivos; as crianças que nascem de mães infectadas. As mulheres mesmo não sendo boas transmissoras do vírus podem contaminar seus parceiros, contudo são receptoras naturais do esperma contaminado e, portanto, se infectam com mais facilidade em relações heterossexuais que os homens. O período de incubação varia de algumas semanas a alguns meses, dependendo da via de contaminação. Após este prazo o doente pode apresentar a fase aguda cujos sintomas variam desde uma simples gripe até formas com febre, diarréia, aumento de gânglios, infecções de garganta, fígado e baço aumentados, meningites, etc. Depois de trinta dias, aparecem os anticorpos contra o HIV e o paciente fica sem sintomas, apesar de contaminante, por vários anos, até que fatores externos (outras viroses, outras causas) diminuam a sua resistência, facilitando as infecções oportunistas e os cânceres característicos da Aids. Os primeiros sintomas desta síndrome podem ser febre elevada e contínua, diarréias intermitentes e prolongadas, emagrecimento acentuado e mais tarde o aparecimento das outras infecções, sendo a mais comum a candidíase oral (sapinho na boca). O tratamento inclui a manutenção do bem-estar do doente, o controle da multiplicação do vírus, o controle das infecções oportunistas e das neoplasias. Não há até o momento nenhum medicamento que elimine o HIV, mas os anti-retrovirais atualmente, quando indicados tornam o portador do HIV controlado imunologicamente. Na prevenção da doença, destacam-se: o uso de preservativos (camisinha) e espermaticidas nas relações sexuais;

fazer teste de cada sangue doado com provas de antígenos e anticorpos do HIV; o uso de seringas e agulhas esterilizadas ou descartáveis individuais por quem é dependente de drogas injetáveis; assim como em todas as injeções.

Importante
A Aids não se transmite através da convivência em casa ou no trabalho, nem pelo beijo, abraço, aperto de mão, uso de banheiros, toalhas, roupas, talheres, copos e pratos e por picadas de insetos.

Essas doenças podem acometer a todos nós, por isso não fique com vergonha. Não procure um amigo leigo ou uma farmácia. O prejudicado será você. PROCURE UM SERVIÇO DE SAÚDE.

Não mantenha relação sexual DE MANEIRA ALGUMA, caso seja portador de uma DST. Avise o parceiro sexual, caso você apresente algumas dessas doenças, para que ele também possa procurar um médico. SEMPRE cumpra rigorosamente o que seu médico aconselhar. ESSAS DOENÇAS PODEM AGRAVAR-SE MUITO. Quanto mais parceiros sexuais um pessoa possui, maior a possibilidade de contrair tais doenças.

» Prevenindo o Câncer
É fundamental que as mulheres procurem auxílio médico, para, uma vez por ano, serem submetidas a exame ginecológico e exame das mamas.

Mesmo as que não mantenham relação sexual, devem fazer preventivo todos os anos.

Os homens devem vencer os preconceitos e procurar auxílio médico para exame da próstata a cada um ano, principalmente após os 45 anos de idade.
» Preservativo Masculino
O homem pode diminuir o contágio usando preservativo de látex (camisinha). Para os dois sexos, a lavagem com água e sabão dos órgãos genitais antes e após a relação é uma medida excelente. "Camisinha" ou preservativo vem enrolado e tem em sua parte superior uma saliência, onde se depositará o material ejaculado. Deverá ser desenrolado sobre o pênis ereto, mantendo-se a saliência comprimida para retirar o ar antes de se iniciar a relação sexual. Desenrole a camisinha até a base do pênis, deixando-a ainda um pouco enrolada para pressionar e mantê-la segura. Se você tiver fimose, rebaixe o prepúcio antes de desenrolar a camisinha. Caso você ache que a lubrificação que já vem na camisinha seja pouca, passe mais lubrificante á base de água depois de desenrolá-la. Não lubrifique o pênis antes de vestir a camisinha. O pênis deve ser retirado ainda ereto da vagina, firmando-se a parte final do preservativo, segurando-a pela base para que a camisinha não fique dentro do parceiro. Depois de retirada, dê um nó e jogue-o no cesto de lixo. Nunca usar o preservativo mais de uma vez. Utilize apenas lubrificantes solúveis em água.

Observe abaixo como utilizar este método

» Preservativo Feminino
A mulher deve armazená-lo afastado do calor, observando-se a integridade da embalagem e prazo de validade. Não usar junto com o preservativo masculino. Ao contrário do preservativo masculino, o feminino pode ser colocado até oito horas antes da relação e retirado com tranqüilidade após a relação, de preferência antes da mulher levantar-se, para evitar que o esperma escorra do interior do preservativo. Já vem lubrificado; no entanto, se for preciso, devem ser usados lubrificantes de base oleosa fina na parte interna. Para colocá-lo corretamente, a mulher deve encontrar uma posição confortável (em pé com um dos pés em cima de uma cadeira, sentada com os joelhos afastados, agachada ou deitada). O anel móvel deve ser apertado e introduzido na vagina. Com o dedo indicador ele deve ser empurrado o mais profundamente possível para alcançar o colo do útero; a argola fixa (externa) deve ficar aproximadamente 3 cm para fora da vagina; durante a penetração o pênis deve ser guiado para o centro do anel externo. Deve ser utilizado um novo preservativo a cada nova relação.

Observe abaixo como utilizar este método